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Ghost in the Shell (2017)

  • ramonbetzler
  • 8 de mai. de 2017
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de out. de 2020

Apesar de algumas modificações em relação ao original, o espírito do mesmo está presente de forma intensa em 'Ghost in the Shell" (2017).


O material original de Ghost in the Shell, mangá (1989) e anime (1995), é uma obra prima no que diz respeito à ficção científica. Com ideias visionárias e uma clara inspiração visual em Blade Runner (1982), estabelece um futuro distópico onde a robótica, a computação e a medicina chegaram em um patamar no qual os humanos utilizam partes robóticas como aprimoramento ou em substituição a órgãos doentes, por exemplo. Nesse contexto, o cyberterrorismo encontrou o seu auge, já que a possibilidade de "hackear uma pessoa" tornou-se realidade.


RESPEITO À OBRA ORIGINAL e BONS EFEITOS VISUAIS

O liveaction hollywoodiano leva a inspiração em Blade Runner a um outro patamar com a adição de efeitos digitais, um tanto desnecessários em certos momentos, mas que claramente tinham a intenção de tornar o 3D do filme mais bonito. Nota-se também a retirada de alguns diálogos um pouco enfadonhos presentes na obra original, de forma a ampliar a atmosfera de mistério e valorizar o raciocínio de quem assiste ao filme. Além disso, outras modificações de roteiro claramente objetivaram aumentar o tempo de filme em relação aos 83 minutos do original.


Apesar de algumas modificações em relação ao original, o espírito do mesmo está presente de forma intensa e o filme funciona em alguns momentos até mesmo como uma atualização visual da obra, trazendo-a para um público mais jovem já acostumado com a disseminação da Internet. Mesmo a escolha de Scarlett Johansson como intérprete da protagonista Major, escalação muito criticada pelos fãs, funciona perfeitamente para trama. Ainda concernente a esse assunto, ficou claro no filme que não houve "white wash", apenas a utilização de várias etnias, estratégia que faz sentido se forem consideradas a distribuição internacional do filme e o objetivo de revitalização da obra.


(POSSÍVEIS SPOILERS A SEGUIR)

As ideias de dar um corpo próprio ao personagem "Puppet Master" e a aparição da mãe da protagonista já nesse filme, podem ir de encontro a narrativa estabelecida no primeiro filme animado, mas garantem uma carga emocional ao filme, além de potencializarem a profundidade da protagonista ao fornecer um elo palpável ao seu passado.


(FIM DOS SPOILERS)

Em resumo, não é possível dizer que o filme supera o material original, mas ele com certeza renova a obra e é bastante eficiente em apresentá-la para o grande público.






4 / 5

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